|
Mas o fato de ter um disjuntor instalado não quer dizer que estamos tranqüilos com relação ao problema da sobrecarga, pois este mecanismo deve ser adequadamente dimensionado para a instalação elétrica.
Vamos explicar um pouco mais.
O disjuntor é um dispositivo termomagnético, ou seja, ele possui uma parcela térmica de acionamento e outra magnética, o que a grosso modo pode ser descrito como um mecanismo que interrompe a passagem de corrente perigosa em sobrecarga ou em curto-circuito.
E por que possui valores diferentes? Quanto maior o valor, melhor o disjuntor? Negativo. Como já foi dito, o importante é que ele seja adequado a cada instalação elétrica e deve ser coordenado com os condutores (fios) da instalação, sem sub ou superdimensionamento.
Este dispositivo foi feito para proteger os condutores de um aquecimento excessivo, evitando riscos de incêndio. Cada condutor tem a capacidade de conduzir uma determinada quantidade de elétrons (corrente elétrica). Quanto maior a bitola (seção) do condutor, maior é a capacidade de conduzir corrente. Se ultrapassarmos este valor, o condutor pode aquecer demasiadamente e causar uma tragédia.
Por este motivo cada condutor deve ser protegido por um disjuntor de valor específico para ele. É comum algumas pessoas que se dizem “profissionais” trocarem aquele disjuntor que sempre “cai” por um de maior valor, sem antes substituir o fio da instalação. Grande erro! Se isso ocorre, é por um motivo: a fiação não está adequada a demanda... O certo é adaptá-la às novas necessidades de consumo.
Edson Martinho é engenheiro eletricista e consultor do Programa Casa Segura
Fonte: Programa Casa Segura
Mônica A. de Souza
Prólogo Soluções em Comunicação
prologo@terra.com.br
|